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Banco Central · Economia e perícia

Na semana da eleição, o que o mercado espera de inflação, juros e dólar?

Edvandro Adolfo Pereira · Contador, perito contábil (CRC/MG 108013/O-9) · Publicado em 30 de setembro de 2026

Capa da matéria: Na semana da eleição, o que o mercado espera de inflação, juros e dólar?

Como o mercado chega à semana da eleição? O Relatório Focus responde com números.

O Focus é a pesquisa em que o Banco Central reúne, toda semana, as projeções de bancos, gestoras e consultorias. O número é a mediana (o valor do meio) dessas projeções. É a expectativa do mercado, não a previsão do Banco Central nem o resultado do indicador.

O que mudou de 02/01/2026 até 25/09/2026, última coleta antes do 1º turno (04/10):

IPCA de 2026: de 4,06% para 4,99%
Selic no fim de 2026: de 12,25% para 13,50% ao ano
Dólar no fim de 2026: de R$ 5,50 para R$ 5,20
PIB de 2026: de 1,80% para 1,86%

Para 2027, primeiro ano do próximo mandato:

IPCA: de 3,80% para 4,31%
Selic no fim do ano: de 10,50% para 12,00%
Dólar: de R$ 5,50 para R$ 5,28
PIB: de 1,80% para 1,41%

Isso é efeito da eleição? Os números não permitem afirmar. No mesmo período houve o choque do petróleo ligado ao conflito no Oriente Médio, que o próprio Banco Central analisou no Relatório de Política Monetária de setembro. O Focus mostra para onde a expectativa foi, não o motivo.

E nas outras eleições? Nas seis disputas presidenciais de 2002 a 2022, a projeção de inflação para o próprio ano terminou acima da de janeiro em quatro (2002, 2010, 2014 e 2022) e abaixo em duas (2006 e 2018). Seis casos não formam regra.

Por que isso importa na perícia contábil: expectativa não é índice. Cálculo judicial usa o indicador realizado e publicado, nunca a projeção.

Fonte: Banco Central do Brasil, Relatório Focus, medianas das projeções dos últimos 30 dias, coletas de 02/01/2026 e 25/09/2026. bcb.gov.br/publicacoes/focus

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Conteúdo informativo de caráter geral, com fundamento em lei, doutrina e jurisprudência. Não substitui a análise de um caso concreto.